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Triunfo Ganadeiro e Artístico na corrida do Colete Encarnado

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Triunfo Ganadeiro e Artístico na corrida do Colete Encarnado

Vila Franca não é uma praça fácil para a generalidade dos toureiros e ganadeiros pela seriedade com que aborda a maioria das lides. Nesta tarde de domingo de Colete Encarnado, que celebra os seus 90 anos, e com praça praticamente cheia, o público foi exigente q.b. pois não premiou o melhor toiro da corrida, o sétimo, que em meu entender, pela qualidade que teve pelos dois pitóns era merecedor do prémio. Critérios.

A primeira lide da tarde, quente, esteve a cargo de João Ribeiro Telles, uma actuação que teve qualidade, com dois compridos bem rematados e onde houve boa brega para a série de curtos, quatro, em que não rompeu apesar de aplaudido mais fortemente após a cravagem doi último curto. No seu segundo esteve francamente bem com os curtos sendo que considero o deixado em terceiro lugar como o seu melhor e depois, montando o Ilusionista deu o habitual show que chega com facilidade às bancadas.

Francisco Palha lidou em primeiro lugar um toiro que foi mansote e ao qual soube dar a lide adequada. A ferragem da ordem foi deixada com mérito e por cima da qualidade do toiro. O seu segundo, sexto da tarde, foi recebido com um comprido em sorte de gaiola que resultou bem e foi bem rematada. Brega de qualidade e excelentes os curtos deixados em 1º, 2º e 4º lugares, em curtas distâncias, bem medida, muito templadas as sortes e a fazer o público levantar-se das bancadas em mais um triunfo indiscutível.

Para as pegas saltaram à arena os Amadores de Vila Franca, também eles triunfadores com 3 pegas de caras à primeira e uma à segunda, a do cabo Vasco Pereira no que abriu praça. Pegas duras, rijas, com os toiros a não facilitarem e forcados de cara – Guilherme Dotti, Pedro Silva e David Moreira, que se despediu – e ajudas a concretizarem com brilhantismo numa grande tarde dos Amadores de Vila Franca.

No que ao toureio a pé concerne, Daniel Luque (que substituiu António Ferrera) teve uma primeira lide em que se impôs às poucas condições de lide do toiro, com uma faena de muleta muito bem estruturada, com alguns derechazos de qualidade, impondo-se claramente ao toiro. E frente ao bom sétimo da tarde, esteve sublime, com uma faena de raras essências, com uma “despaciosidad” e um temple extraordinários, levando o toiro metido na muleta com classe e ponto! Público rendido à arte e à toreria de Luque que, entrando pela porta da substituição, saiu pela do triunfo. Duas clamorosas voltas no final.

De triunfo, que colocou o público de pé nas repletas bancadas de Vila Franca, foi a primeira actuação de Juanito frente a um bom toiro de Murteira premiado com volta à arena. Esteve bem e variado com o capote para depois começar a faena de muleta de joelhos em terra, com 2 cambiados de permeio e uma faena de muleta pelo lado direito que teve impacto pois o toiro repetia com raça e Juanito soube aproveitá-lo ao máximo. Foi uma faena muito apreciada pelo grande público que o premiou com dupla volta à arena, a primeira delas com o ganadeiro. No que encerrou praça teve uma faena de nível razoável, sacando séries pelos dois pitóns mas sem a força e envolvimento da que realizou no seu primeiro. Como mostra da sua vontade de triunfo recebeu este toiro à porta-gaiola.

De destacar os extraordinários pares de bandarilhas de João Ferreira e que lhe valeram uma clamorosa ovação, tendo de saudar montera em mão, no sétimo da tarde.

Os toiros de Canas Vigoroux, destinados ao toureio a cavalo, tiveram presença, seriedade, trapio e as naturais exigências do toiro de 5 anos. Gostei mais do lidado em sexto lugar por Francisco Palha. Quanto aos de Murteira Grave, destaque para o bom 4º da ordem apesar de não se deixar pelo lado esquerdo e para a classe e nobreza do lidado em 7º lugar.

Na direcção de corrida esteve João Cantinho, pouco coerente na atribuição e música e na não concessão de volta ao 7º toiro, sendo assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva.

Texto: António Lúcio

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