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Covid-19. Afinal há festivais de verão

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Há uma luz ao fundo do túnel para os músicos portugueses contratados para festivais nos próximos meses. Apesar de, num primeiro momento, o Governo ter anunciado a “proibição” liminar de todos os eventos que estivessem marcados até 30 de setembro, a redação final da proposta de lei vem abrir uma porta para que os artistas possam não dar o verão por perdido. Sobretudo os eventos de teor não lucrativo podem, afinal, ter lugar, segundo a proposta de lei que o Governo leva à Assembleia da República a 14 de maio.

Aí, está prevista a proibição de “festivais de música e de natureza análoga”, mas no ponto 2 do artigo 5-A encontra-se uma ressalva relevante: para festivais e espetáculos com “lugares marcados” e “respeito pela lotação especificamente definida pela Direção-Geral da Saúde” em função das regras de distanciamento social, seja ao ar livre ou em espaços cobertos. Se para os grandes festivais de verão, que recebem dezenas de milhares de pessoas, isto não remedeia a situação, é certo que abre uma janela a eventos como a festa do “Avante” ou outros organizados pelas autarquias, muitas vezes com entrada livre. Também os artistas poderão receber nesse caso os cachets já contratados.

Para Vasco Sacramento, manager de Pedro Abrunhosa, Ana Moura e António Zambujo, “abre-se uma janela de esperança para salvar parte do verão, a época do ano mais importante”. Porém, julga ser “necessário conhecer as restrições que a DGS irá impor”. Esta sexta-feira, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, assumiu haver lugar para “festas e romarias”.

Jornal Expresso   08.05.2020

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