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REAL TERTÚLIA CELEBROU O NATAL E A JUSTIÇA

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REAL TERTÚLIA CELEBROU

O NATAL E A JUSTIÇA

A Real Tertúlia Tauromáquica D. Miguel I realizou em Lisboa, no restaurante “Solmar”, o seu tradicional Almoço de Natal, presidido pelo Sócio de Honra Mestre Luís Miguel da Veiga, e no qual estiveram presentes conhecidas figuras do meio tauromáquico e da área militar.

A meio do agradável convívio – que se prolongaria por seis horas – o Presidente do Directório proferiu a anunciada palestra subordinada ao tema “Injustiça x 5: Núncio, Gilberto, Caetano, Pinto, Salgueiro”.

Andrade Guerra salientou que “Natal é tempo de celebrar o nascimento de Cristo redentor e os valores da Família. Mas celebrar Cristo é também celebrar a Justiça, em todos os seus patamares”

Referiu-se depois sinteticamente aos méritos dos cinco Cavaleiros que considerou injustiçados, começando por Francisco Núncio, que considerou não se ter aborrecido com a passagem do tempo ao longo de duas décadas de carreira, sem perder o bom gosto que o caracteriza. - “Infelizmente, as suas virtudes clássicas não encontraram o merecido eco”.

Relativamente a Gilberto Filipe, lembrou que ele marcara em 2014, por duas vezes, presença no Campo Pequeno. – “Sobretudo na sua primeira actuação, deixou os aficionados deslumbrados e surpreendidos, pois o modo seguro como enfrenta os toiros levaria a pensar que se encontrava rodado em dezenas de corridas… Lamentavelmente assim não é.”

“O caso de Moura Caetano – frisou o orador – é muito curioso, porque se trata de um Cavaleiro que alguns, não com boa intenção, anteriormente apontavam como superprotegido”. Mas a verdade é que, chegados a 2014, no momento em que o João definiu já a sua linha estilística e se encontra numa fase ascensional, inexplicavelmente vê os contratos diminuir em quantidade e em qualidade.”   

Quanto a Duarte Pinto, afirmou Andrade Guerra que “estamos perante um Cavaleiro sólido como uma rocha, que vai certamente ser figura da Tauromaquia equestre, estando a conseguir progressivamente o devido reconhecimento. Contudo, merecia já ter oportunidade de prodigalizar a sua Arte com maior frequência.”

Por último, o Presidente do Directório qualificou o Cavaleiro praticante Salgueiro da Costa como o toureiro da verdade sem limites, pelo que é para mim um mistério que ainda não lhe tenha sido concedida a Alternativa, de que há muito é merecedor.”

No final da sua intervenção, Andrade Guerra quis deixar bem claro que as opiniões que formulara não visavam criticar ninguém em particular, antes produzir um efeito construtivo: “O que importa, nos tempos que correm, é defender aqueles que possam efectivamente contribuir para a dignificação e o crescimento do espectáculo tauromáquico. A Festa Brava, tal como o nosso País, deverá ultrapassar a crise e proporcionar-nos tardes de renovada glória”.

Após a palestra, usaram ainda da palavra Francisco Núncio que agradeceu as referências que lhe haviam sido feitas, e Fernando de Andrade Salgueiro, que leu uma oportuna mensagem do seu neto João, que se encontra a recuperar de uma intervenção cirúrgica.

Antes, o dr. Francisco Cabral, membro do Directório, proferiu uma saudação de Natal, em que não foram esquecidos os contertulianos falecidos nem aqueles que estiveram ausentes por motivo de doença. 

Texto: Sr. Andrade Guerra

 

 

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