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RUI BENTO HOMENAGEADO PELOS 30 ANOS DE ALTERNATIVA

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RUI BENTO HOMENAGEADO PELOS 30 ANOS DE ALTERNATIVA

A tertúlia Festa Brava levou a cabo, no passado dia 20 de Abril, uma homenagem ao Matador Rui Bento Vasques, pelos seus 30 anos de alternativa. O Jantar foi um sucesso, mas o mais importante de destacar é mesmo a figura que é Rui Bento.

O seu papel na tauromaquia nacional é para a História. A sua dedicação e a sua luta levam, hoje em dia, a que haja mais e melhores aficionados e isso é das melhores marcas que se pode deixar na Festa Brava.

Rui Bento, natural de Alenquer, tomou alternativa a 25 de Junho de 1988, em Badajoz, tendo como padrinho José Maria Manzanares e tesmunha Paco Ojeda, tendo sido lidados touros de Marquês de Albayda.

Confirmou em Madrid a sua alternativa, a 14 de Julho de 1991, sendo nesse dia seu padrinho Luís Miguel Campano e testemunhou António Mondéjar e lidou-se um curro de Valverde.

Enquanto no activo, Rui Bento teve excelentes temporadas, sobretudo nos anos 90, sendo notório para um português ter cortado 27 orelhas em 1998, num total de 25 corridas.

Em 2000 decidiu retirar-se, fê-lo em Salamanca, localidade onde sempre encontrou muito carinho, dizendo o Matador, em algumas ocasiões, que é “um toureiro salmantino de sentimento e português por nascimento”.

Teve uma carreira dura e elegante, que começou por um interesse carismático desde cedo. Consegue encontrar interesse nos touros desde menino, mas foi aos 10 anos que começou a pensar que o que queria seguir na vida era a carreira de Matador. Foi em 1981 que participou e triunfou no concurso do Campo Pequeno “Em Busca de Novos Toureiros”, lançando assim o seu sonho para a realidade.

No entanto, a Praia Lusitana não é o lugar de triunfo para os espadas e acabou por seguir viagem para Salamanca, onde se sagrou novilheiro. Foi dali que partiu para o muito bem sucedido debute em Madrid – praça onde triunfou na Feira de Outono de 1986 e na de São Isidro de 1987 (ano em que abriu a porta grande de Zaragoça) – que conduziu à alternativa como Matador de Touros.

Infelizmente, a sua trajectória foi cortada com uma violenta colhida a 25 de Julho de 1988, um mês depois da sua alternativa, em França (Orthez). Tinha tudo para começar a entrar nos principais cartéis das principais feiras, mas a gravidade desta cornada impediu esse progresso, deixando-o mais de dois anos sem poder tourear. Voltou a essa praça alguns anos depois, e teve um importante triunfo ante um curro de Conde de la Corte.

Um episódio que mostra bem o papel histórico de Rui Bento Vasques nos anais tauromáquicos nacionais, é quando matou em Portugal dois touros à porta fechada e por isso foi condenando em Tribunal a prisão não efectiva e a pagar uma multa avultada.

Depois de deixar as praças em 2000, reapareceu noutras lides em 2014, quando assumiu um importante e duro desafio: ser director de actividades tauromáquicas do Campo Pequeno, após o longo fecho desta praça.

De uma praça votada ao abandono e por isso esquecida da afición portuguesa, os cartéis compostos cada vez mais ao gosto lisboeta, fizeram o Campo Pequeno uma referência mundial. E à frente desse trabalho e do trabalho didáctico sobre o que é a tauromaquia esteve e está Rui Bento Vasques.

Sílvia Del Quema


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